A Budapeste de Mariana Carneiro – Dica Spice Up

Escrever é reviver a viagem, pensando em tudo que eu tinha para falar sobre Budapeste nesse post me deu vontade de voltar e ficar ainda mais tempo nessa cidade incrível! Budapeste são três (e não duas como todo mundo pensa) cidades unidas, Buda e Ôbuda, na margem direita do Danúbio, e Peste na margem esquerda.

budapeste4 budapeste3 budapeste2 budapeste1

Nosso hotel era em Peste, o Corinthia Hotel Budapeste, quando chegamos eu sabia que conhecia de algum lugar aquelas escadarias, e logo percebi, que se tratava do hotel que inspirou o filme The Grand Budapest Hotel, que eu vi antes de viajar. O Grand Hotel Royal, como era chamado antigamente, é um dos hotéis mais antigos da cidade e foi todo reformado recentemente pela rede europeia Corinthia. O hotel é lindo, com uma fachada neoclássica super imponente e com um hall luxuoso (e as escadas do filme!), tem várias opções de restaurantes e o café da manhã é quase um brunch, o preço é salgadinho €40,00 por pessoa mas vale! Conta com um dos melhores spas da cidade, que é conhecido por suas fontes de águas termais, a piscina é super bonita e toda renovada, assim como as saunas e opções de massagens que são muitas! A localização é interessante, eu preferiria ficar mais perto do rio, mas o hotel é bem perto da Andrássy Avenue e do museu House of Terror.

foto2_BUDAPESTE

Uma atração inusitada de Budapeste são os banhos termais, a cidade tem 131 fontes e quase cinquenta serviços de banhos termais! Fomos conhecer um dos mais famosos o Széchenyi Gyógyfürdő, localizado no parque da cidade. Muito antigo, o prédio no estilo neo-barroco, é todo amarelo e sua inauguração foi em 1913! Eu gosto das coisas todas muito limpas, então sou meio preocupada com esse tipo de lugar, saunas, piscinas públicas não são muito a minha praia, mas me surpreendi com a limpeza e acabei caindo nas graças dos spas magyares. A temperatura da água varia entre 22 e 38ºC, além das piscinas, o local ainda tem sauna seca e úmida, e uma variedade incontável de serviços de massagens.

São três piscinas gigantescas, a do meio é apenas para pratica de natação, e as laterais são para lazer, a do lado esquerdo parece ser mais recreativa para crianças com um redemoinho de correnteza no meio enquanto a outra mais sênior com mesas para jogos de xadrez.

Achei a experiência muito engraçada, tem gente de todos os tipos, frequentadores fieis, turistas, crianças, jovens querendo festa, senhoras querendo descansar, tem tudo para parecer um clube como os nossos mas não é nada igual. Leve sua toalha, eles não tem serviço de aluguel e qualquer tipo de atendimento no local é meio confuso. A dica é entrar na piscina, relaxar e esquecer o resto!!!

 foto3_bdp foto3.2_bdp foto3.5_bdp foto3.6_bdp foto3.10_bp

 No outro dia, fomos caminhar na Peste Promenade, que é a beira do rio Danúbio, onde se encontram vários restaurantes e também alguns dos principais pontos da cidade.

A Hungria é um dos países europeus que mais sofreu com os regimes fascistas e comunistas, tendo em sua capital o “bairro judeu” e também a maior sinagoga do mundo. As margens do Danúbio, há um memorial em homenagem aos judeus vítimas do movimento fascista húngaro. São 60 pares de sapatos em bronze ao longo do lado de Peste do rio. Antes de serem assassinados, os judeus tinham que tirar os sapatos e deixá-los nesse local e depois eram atirados no rio. Nessa mesma viagem estive em Berlin e junto com o Monumento ao Holocausto foi um dos locais mais tocantes pra mim.

foto4

Ainda na beira do rio, tem uma pequena estátua chamada Kiskiralylany Szobor (Pequena Princesa), ela não tem nenhum significado especifico, porém se tornou um dos ícones da cidade por sua graciosidade. Trata-se de uma menininha, meio andrógina, sentada no corrimão de segurança da linha do trem, com uma coroa pontuda e joelhos acentuados.

foto5

Atravessamos a Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes), a primeira construída para a travessia entre Buda e Peste. A ponte é linda, com leões gigantescos e largas correntes, como diz o nome, que fazem a sua sustentação. Do outro lado, já em Buda, tem um túnel super antigo, com uma rotatória cheia de flores, e logo ao lado esta a estação do Budavári Sikló (funicular) que leva até o Budavári Palota (Palácio de Real ou Castelo de Buda). A cidade foi toda construída em volta do castelo no século XII, a sensação que da ao andar no bairro é de se estar dentro de uma espécie de forte, a vista lá de cima é maravilhosa, da pra ver a capela da Basílica de São Estêvão, da Sinagoga, as principais pontes, a ilha Margitsziget

foto6.2 foto6.1 foto7 foto8.2

Almoçamos em um bistrozinho que fica bem em baixo da estátua da águia com a espada, muito charmoso e com uma vista incrível. A comida não tem nada de muito especial, mas com o calor que estava o spritz gelado foi essencial.

foto9.1 foto9.10 foto9.5 foto9.4

Depois do almoço ficamos caminhando por ali, conhecendo o castelo e todos monumentos a sua volta, assim como os jardins. Dentro do palácio funcionam alguns museus e a Magyar Nemzeti Galéria (galeria nacional Húngara). Seguindo caminho no Várhegy (colina do castelo) as ruas são lindas, extremamente limpas, organizadas e restauradas pós guerra, assim como a cúpula do castelo que teve que ser inteira reconstruída.

foto10.2 foto11 foto13 foto10.1

 Seguindo caminho a Szentháromság tér (Praça da Santíssima Trindade) e a Igreja Mathias, onde o Rei Mathias se casou duas vezes e também sede da coroação de Sissi a Imperatriz e seu marido o imperador austro-húngaro Franz Joseph I. O telhado da igreja é todo colorido com cerâmicas de várias cores disposta em formas geométrica enquanto suas torres são de uma coloração esbranquiçada tendo apenas uma negra.

foto14.1 foto14.2

Junto a Igreja Mathias fica o Halászbástya (Bastião dos Pescadores), bem na encosta do morro, e é uma homenagem as tribos que fundaram a Hungria em 896, são sete torres uma para cada tribo magyar. O Bastião foi completamente destruído na II Guerra e esta sendo reconstruído e finalizado agora. Para quem é fã de marzipã, na frente de uma das torres tem o Szabó Marcipan (Museu do Marzipã), eu não gosto, mas tive que entrar, pois, é um dos doces favoritos do meu pai, tem marzipã em todos os formatos que se possa imaginar é super legal como lembrancinha de viagem.

foto15.1 foto15.2 foto15.4

Descemos a colina a pé, existem várias escadarias para facilitar a decida, caminhamos toda a orla do lado de Buda até a Margit-híd, ponte de acesso a Ilha Margitsziget. A caminhada é super legal, pois se enxerga todo o lado de Peste e seus principais monumentos como o Országház (Parlamento Húngaro), que foi nossa próxima parada.

O Országház é impressionante, pelo seu tamanho e imponência, além de ser branco! Poucos monumentos desta magnitude são dessa cor, o que chama muita atenção. Rico em detalhes no estilo neogótico sua inauguração é datada de 1904. Na frente do parlamento esta a praça Kossuth Lajos, que é muito agradável para sentar e apreciar o prédio, assim como toda a cidade ao redor da praça tudo é muito limpo. Existem visitas ao interior do parlamento, mas as filas são gigantescas, deixamos para uma próxima vez.

foto17.1 foto17.2 foto17.3

 Na volta caminhando por Peste, se encontra o monumento dos sapatos e logo em seguida a praça que leva a Szent István-bazilika (Basílica de Santo Estêvão). Preparem-se, é gigante! Foi realmente uma surpresa ao entrar, o tamanho da cúpula e a beleza de seu interior são de deixar qualquer um de boca aberta. O mais engraçado dessa igreja, foi que eu comecei a ler (tentar) algumas placas em húngaro que foram me levando para uma capela na lateral, uma espécie de corredorzinho que desemboca em um altar separado onde se encontra a mão mumificada de São Estêvão! Consegui descobrir o que era graças a uma placa em várias línguas ao lado da vitrine de vidro, ok, admito que não sou a maior das católicas, mas diria que me senti bem abençoada com a tal relíquia.

foto18.2 foto18.3 foto18.6 foto18.7

 Uma das principais ruas de pedestres da cidade é a Váci Utca, muitas lojas e restaurantes. Quando estávamos por lá, havia uma feira de tradições húngaras, lojinhas com objetos típicos, música e comida. A comida de lá é muito condimentada, principalmente com páprica, que sou alérgica, então passei longe, mas deu vontade de fazer parte daquela bagunça de pratos e pimentas!

foto19.1 foto19.3

O Café Gerbeaud é um dos pontos turísticos mais famosos, era onde Sissi costumava tomar seu café e dar uma famosa roubadinha no melhor estilo da Laura Bier! Como eu sou viciada em doces não pude deixar essa visita passar em branco. Pedi um Dobos Kehely, são tantos sabores juntos que fica difícil descrever, então ai vai  a receita: 2 bolas de Dobos (um bolinho tradicional da confeitaria), 2 bolas de sorvete de chocolate, 1 bola de sorvete de baunilha, foam de baunilha, calda de caramelo, chantilly, bala de caramelo, e um macaron de chocolate. Bom, não preciso dizer que chega a trincar a mandíbula de tão doce e gigante que é esse doce/torta/bolo/sorvete. Não consegui comer inteiro, o bom seria dividir, mas deu pra ficar doce por umas duas semanas!!!

foto20.7 foto20.8

A confeitaria é linda, foi aberta em 1858, e no verão as mesinhas da rua são muito agradáveis, no balcão pode-se comprar para levar, as embalagens são maravilhosas, a designer aqui quase pirou, tem umas lindas em madeira e outras menores para docinhos e macarons. Uma curiosidade é que a língua de gato foi inventada em Budapeste, então pra quem é fã aqui é o lugar!

foto20.1 foto20.4 foto20.3

Por fim, mas não menos importante, o passeio mais imperdível da cidade é andar por toda ela a pé a noite! Todos os principais prédios e monumentos recebem uma iluminação especial tornando Budapeste ainda mais mágico! É super seguro e agradável caminhar pela beira do rio a noite, muitos restaurantes e bares para sentar e apreciar um pouco da vista espetacular.

foto21.4 foto21.2 foto21.3

Espero que gostem e aproveitem tanto quanto eu, Szia Budapeste!!!

Leave a Response